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Duas Bloggers, Duas Histórias, Uma Doença : A Anorexia.

Duas bloggers, irmãs na doença, juntaram-se num só blog para contarem as suas vitórias. O nosso objectivo será sempre ajudar (se possível) quem esteja a passar por esta doença... a anorexia!

a tal da Liberdade de Expressão...

Relativamente aos meus últimos "posts" , recebi mensagens e comentários do mesmo teor. Ou seja, a "informar-me" de que só está nas redes sociais quem quer.

Verdade, claro que é verdade.

Mas, mais uma vez, "a liberdade de um acaba quando começa a do outro". E acho que muita gente não entende isso e acha que é de seu direito comentar sobre o aspecto físico (ou o que seja!) da outra pessoa. 

Então vejamos... Um jovem (ou até adulto!) tem redes sociais para conviver, passar tempo, divertir-se... Ao fim e ao cabo, é para isso mesmo que as temos! Do nada, publica uma fotografia/vídeo. Recebe comentários sobre o seu peso, a sua mancha no rosto, as suas borbulhas, etc. A moça bonitona coloca uma foto. É chamada de p**a, v*c*, oferecid*, etc. Uma pessoa expõe a sua sexualidade. Lê um monte de comentários preconceituosos... (Entre outras situações que, infelizmente, existem!)

A pessoa lê tudo. A auto-estima que tem (se é que a tinha) vai ao fundo. Fica depressiva (se é que já não o era). Entra numa espiral de negrume, paranóia, baixa auto-estima, desacreditação, etc. Atenta contra o seu bem mais precioso. As pessoas que fizeram os tais comentários, seguem a sua vida. Não foi nada com elas.

Para elas, não têm culpa de nada. O outro é que é fraco. Mas têm ! Todos somos culpados pelos NOSSOS actos. E, referir algo negativo que irá afectar a outra pessoa é um acto egoísta nosso.

"Mas a pessoa não a m*tou". Não. Apenas contribuiu para que o outro se sentisse pior e fizesse algo.  

Em Setembro, grande parte dessas pessoas vestem as suas redes sociais de amarelo. Afinal de contas, a culpa nunca é delas e ser "solidário" está na moda. 

PS.: Vocês sabem que custa menos energia e demora o mesmo tempo fazer um comentário positivo ao invés de um negativo?!

(e pode ajudar tanto uma pessoa...)

 

"Ai que drama, Vânia!"

Não.

Não é drama.

É realidade nua e crua!

Antigamente vs Agora - a anorexia

Olá gente.

Estou a tentar manter um bocadinho o nosso blog, ao mesmo tempo que tento informar um bocado. O problema, é que tenho somente o meu lado, as minhas vivências, e cada caso é um caso. O meu não foi igual ao da Catarina. O da Catarina não foi igual ao da Ana. O da Ana não foi semelhante ao da Beatriz... Ou seja, tudo o que escrevo, é do meu caso, embora tente também manter um bocado a parte que conheço da doença e de alguns casos que presenciei ou dos quais tive conhecimento. Hoje, venho tentar falar sobre o "Antigamente vs Agora"

Relativamente ás ideias que se tinham antigamente sobre a doença, hoje em dia as informações são muito mais vastas. O que é bom e mau ao mesmo tempo. Se, por um lado, sabemos mais sobre a doença, por outro lado, acredito que há muito mais informações em como se pode esconder e mais meios de se tornar uma obsessão maior. 

Fui vitima da doença há 15 anos atrás, com algumas recaídas pelo meio. O que é certo é que, naquela altura, apenas existiam revistas e pouco uso de internet... Apenas deixei de comer e pronto. Actualmente existem "contadores de calorias", redes sociais com constantes modelos magras, estereotipadas, etc e também muitos chicos-espertos atrás de um teclado . Psicologicamente, eu estava de rastos e nem tinha nada disto. Não me imagino passar pela doença com um contador de calorias no telemóvel, modelos magras e maravilhosas nos meus "feeds" e gente maldosa a comentar as minhas coisas ou até de outras pessoas e que me fizessem sentir pior comigo mesma. Talvez tivesse acabado comigo! Talvez não estivesse agora a escrever isto...

A sociedade está mais informada? está! Para ambos os lados...

Antigamente existia anorexia, hoje existe anorexia e, de futuro, irá existir anorexia. Mas confesso que me preocupa o estado psicológico de quem passa por ela agora e a "força" que ela poderá ter na vida de alguém. As pessoas são tão maldosas, tão egoístas... e nós conseguimos ser tão auto-destrutivos!